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magiadohumor:

MINHA REAÇÃO:

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MINHA REAÇÃO DEPOIS DE 454353 HORAS:

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17/02/2012
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(via i-nconspicuous)


15/02/2012
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(via merdadecadadia)



E quem disse que minha mãe me dá dinheiro pra lavar a louça?

(via merdadecadadia)

5/02/2012
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(Source)
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receado:

- Eu já falei pra você dirigir mais devagar.

- Ana, eu não tô dirigindo muito rápido. E a estrada está vazia. Não têm nenhum carro atrás de nós e nem na frente, então acho que não faz mal que eu dirija a essa velocidade.

- Você tá alterado. Você bebeu e tá estressado. Sua mãe morreu semana passada, eu sei que ainda dói dentro de você. É normal que doa. Mas você não precisa ficar dirigindo feito um louco por aí. 

- Eu tô bem.

- Ah, é claro que você está bem. Afinal, sua mãe morreu na semana passada, estamos indo ver seu pai no hospital, porque ele sofreu um infarte, você bebeu quase meia garrafa de vodka na festa que estávamos e estava chorando há poucos minutos atrás. Sim, você realmente está muito bem.

- …

- Eu sei que não é fácil pra você. Eu sei que tudo aí dentro tá muito confuso. Perdemos nosso filho há 2 anos, semana passada perdemos sua mãe e agora você está com medo de perder o seu pai. Eu sei como é. Eu já perdi meus pai, e perdi o nosso filho também. Então, eu te peço, se acalma. Tira o pé desse acelerador, encosta o carro e deixa eu dirigir.

- Não, você dirige muito devagar, e nós precisamos chegar logo. Você sabe o estado do meu pai. Ele não tem muito tempo.

- Eu sei que ele não tem muito tempo, e é por isso que eu quero dirigir. Se você continuar nessa velocidade não chegaremos até o hospital.

- O que você quer dizer com isso?

- Tô querendo te dizer que se você continuar dirigindo tão rápido assim, vamos acabar sofrendo um acidente.

- Hahahaha, que piada. Eu sou um ótimo motorista!

- Meu Deus, para de ser infantil e encosta logo esse carro. Não quero morrer, pelo menos não hoje.

- Deixa de ser idiota, logo nós chegamos na cidade do meu pai e vamos direto para o hospital.

- Amor, olha pra mim. Eu tô bem. Aquela garrafa de vodka nem efeito fez em mim. Olha, eu tô bem. Olha só, até tiro as mãos do volante pra dirigir.

E foi esse o meu erro. Por que é que eu tive a insana ideia de soltar o volante? No mesmo instante em que soltei, o carro passou por um buraco. Tentei recuperar o controle do carro, mas já era tarde. Devido a alta velocidade e o buraco ser muito grande, o carro perdeu o controle. Não havia acostamento na estrada, o que fez com que o carro batesse de frente em uma árvore. Bati minha cabeça no volante, o que me rendeu uma forte tontura. Olhei para o lado e não vi Ana alí, a porta do lado dela estava aberta. Saí do carro e vi que ela havia sido arremessada para fora. Corri em sua direção, sentei ao seu lado e coloquei sua cabeça em meu colo.

- Amor, me desculpa. Olha a burrada que eu fiz. Amor, acorda!

Não havia resposta dela. Ela estava desmaiada. Peguei seu pulso e senti que ainda havia pulsação alí. Estava fraca, mas ainda havia.

- Amor…

Chamei mais uma vez. Senti ela se mexendo, então ela abriu os olhos. Tentei ajeita-la e ao colocar a mão em sua barriga senti algo áspero e cortante. Erguia sua camisa e vi o que havia ali: um pedaço de caco de vidro. O pedaço era grande e havia perfurado fundo. Tirei o caco e senti que ela estava respirando pesadamente. Foi então que percebi o que havia acontecido: o caco havia perfurado o seu pulmão. E o pior, não havia como salvá-la. Estávamos há 1 hora e meia da cidade, sem carro, sem área de cobertura para fazer alguma ligação, em uma estrada deserta e sem tempo algum. 

- Matheus… - Ouvi-a balbuciar.

- Não faça esforço meu amor, tudo vai ficar bem. - Falei, mas já sabendo que nada ficaria bem.

Ela tentou me falar mais algumas coisas, mas eu não consegui entender nada. Ela estava ficando cada vez mais fraca, assim como sua respiração.

- Me desculpa. - Pedi a ela em meio as lágrimas.

Não ouvi resposta dela, apenas um aperto na minha mão. Entendi como se fosse um sim. Então, sabendo que não haveria como salvá-la, arrumei sua cabeça em meu colo, segurei firme a sua mão e comecei a chorar cada vez mais. A culpa era minha. Eu havia bebido e dirigido feito um idiota. Eu causara aquela morte. Eu matara o amor da minha vida. E por culpa minha eu estava perdendo mais uma pessoa próxima de mim. Olhei em seus olhos e vi que o brilho estava os deixando. Apertei sua mão e tentei sorrir em meio as lágrimas e balbuciei um último “eu te amoFitei seus olhos, beijei-a e fiquei aguardando até o momento em que a vida deixasse o seu corpo. Mas um pensamento não sai da minha mente até hoje: foi minha culpa.  - Martin Weiss - receado

(via ddenis)